Dadmi ♥
Chamo-me Daniela, tenho 18 anos e vivo em Portugal. Passei um mês na Alemanha para ver se conseguia fazer lá uma vida mas infelizmente tudo saiu furado. Sou solteira e desempregada, não estudo e tudo o que quero é um emprego!
Sinto a tua falta!
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011 | segunda-feira, janeiro 24, 2011 | 1 letters
   Hoje cheguei à escola e não te vi. Senti uma enorme dor no peito e logo as nossas memórias me vieram à cabeça. Memórias em que tu me abraçavas com o teu corpo maior do que o meu e me cobrias com o teu largo casaco, habitualmente negro. Em que me sussurravas ao ouvido que me amavas e que irias ser para sempre meu. Em que me depositavas aqueles beijos na ponta do nariz e me chamavas de: “Cubinho de gelo”. Aquelas memórias de longas tardes sentados no sofá da sala a ver filmes e a trocar beijos e carícias. Tardes em que as palavras eram escassas e os olhares diziam tudo o que nos ia na alma. Mesmo um amo-te… horas que falávamos ao telemóvel de madrugada e fins-de-semana em que fazíamos de tudo para estarmos juntos. Momentos que agora não os tenho por uma estúpida proposta de um clube americano de Futebol. Proposta essa que aceitaste e me deixaste para sempre. Sinto falta do teu abraço, de ouvir a tua voz e principalmente dos teus beijos depositados em todas as partes do meu corpo. Juras de amor que agora não passam de palavras escritas a giz e que alguém as apagou. Dias que passo a olhar para o telemóvel e para a imagem de fundo que nele tenho. Imagem essa da última tarde em que me deste um beijo, em que disseste que me amavas enquanto fazíamos amor, tarde em que me beijas-te pela última vez.

   Hoje espero por uma mensagem, por um telefonema ou mesmo um e-mail mas parece que isso é pedir muito. Já não tenho nenhuma notícia tua há uma semana e o meu amor por ti sufoca-me porque fica aqui dentro tudo aquilo que sinto. Sabes que não tenho amigos e tu eras o único que realmente me compreendia. O meu melhor amigo, o meu namorado, o meu companheiro de grandes aventuras… tudo…

   Todas as pessoas parece me olham de lado e sabes que odeio isso. Odeio quando as pessoas têm pena de mim e principalmente quando se riem da minha cara porque agora é o que mais fazem. Riem-se de mim por não ter ninguém. Por ficar parada a olhar para todos os casais apaixonados que passam por mim e especialmente porque me deixaste. E isso magoam-me mais que a tua ausência porque por muito que queira esquecer eles fazem com que tu me venhas à memória. Amo-te e não sei como viver sem ti. Porque tu és aquele que lê os meus olhos e sabe quando estou mal sem abrir a boca. Aquele que me dava beijos no meio das aulas e me defendias de tudo mesmo que fosse de um simples piropo. Mas hoje nada disso tenho… e sem isso a minha vida não faz qualquer sentido.


Mary J. 25.11.2010


(texto fictício)

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