Dadmi ♥
Chamo-me Daniela, tenho 18 anos e vivo em Portugal. Passei um mês na Alemanha para ver se conseguia fazer lá uma vida mas infelizmente tudo saiu furado. Sou solteira e desempregada, não estudo e tudo o que quero é um emprego!
Julgamentos!
sábado, 22 de janeiro de 2011 | sábado, janeiro 22, 2011 | 1 letters

Porque é que toda a gente me julga
Em vez de me tentar entender?
Em vez de tentar perceber a minha dor?
Porque é que preferem ver apenas o que querem ver,
A tentar apenas aceitar que dói?
Se há uma pessoa que consegue ler a tristeza no meu olhar,
É porque todos os outros me estão a falhar…
O sentimento está tão embutido…
É tão forte e tão intenso…
Mas só uma pessoa o viu.
Porquê?
Porque os outros escolhem não ver.
Porque os outros não se dão ao trabalho.
Porque os outros, não querem.
Quem quer, vê o que lá está.
Quem se preocupa, pergunta porquê,
E não desiste até achar a resposta.
Um amigo, interpreta o nosso olhar
E não se deixa ficar sem a resposta ao porquê do nosso olhar…
Os outros, andam muito ocupados a julgar.
Julgam-nos sem tentar conhecer a pessoa.
E quando a mesma dor se abate sobre eles mesmos,
Não são melhores do que eu.
E eu é que sou obrigada a ler a dor num olhar
De quem até ali só me julgou.
De quem nunca quis conhecer quem sou.
O pior é quando queremos partilhar a nossa dor!
Ainda nos atiram que só o estamos a fazer para que tenham pena de nós,
Como se tudo não passasse de um jogo!
Eu não preciso da pena de ninguém.
Muito pelo contrário…
Preciso de compreensão e de afecto.
Do que quem julga, não é capaz…
É tão fácil julgar!
Também eu o faço, mais do que o que deveria…
Mas tento ler num olhar quando alguém precisa de mim.
Dar o meu apoio quando é requisitado.
Não ficar ali, a julgar como os outros.
Não tentar quantificar a dor de alguém,
Se é maior ou menor que a nossa.
Mas aceitá-la como dor que é, saber que dói!
Compreender e estender a mão…
Um abraço, um carinho…
Não como os outros, que nos dão a indiferença…
Porque os outros não se preocupam.
Os outros não querem saber de nós,
Das nossas dores, das nossas feridas.
Só querem saber da sua própria dor, de si próprios.
Os outros, nunca entenderão…
Os amigos, nem precisam de palavras.

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