És fácil, muito fácil de amar, e sabe-lo. És perigoso, porque não tentas sequer, porque não aparentas qualquer esforço; no entanto, és gostável naturalmente, como o mar ao pôr-do-sol ou um dia calmo em que não se faz nada. Carregas o amor dos outros como plumas, nota-se. Há em ti uma quase ausência de intenção e, no entanto, atrais-me com desmesura. Tens um modo único de seduzir, que é o modo de quem não o tenta fazer e não pensa sequer no assunto, fatalmente certeiro. Imagino que balances o teu sorriso por aí, projectando-o pela estratosfera e deixando que o resto do mundo se esgatanhe a ver quem o consegue apanhar primeiro.