Há coisas que não se devem fazer quando se está sozinho, vulgo, celibatário involuntário. Uma delas é ir caminhar à beira-mar com um pôr-do-sol fantástico! Muito menos ir atrás de um casal que caminha abraçado, sem pressas, aproveitando a companhia um do outro e a beleza da paisagem.
O resultado desta combinação é uma grande tristeza que começa algures dentro do peito, sobe até à cabeça e depois desce até à garganta e forma um soluço que mal deixa respirar. Por vezes também passa pelos sacos lacrimais e obriga-os a abrir as comportas...
O truque é ir buscar aquele caderno imaginário onde anotei todas as razões que me levaram a terminar relacionamentos, inclusive os que me levaram a ser uma mulher divorciada, ler e reler e tornar a reler...