Tinhas umas calças verdes e um casaco negro. O cabelo escuro caído e uma fita no mesmo que condizia com a tua roupa. Foi no primeiro dia de aulas e ao olhar para ti pensei que fosses uma autêntica mal-humorada e anti-social. Uma chunguita que se dava com os rufias e destabilizava aquilo tudo. Hoje vejo que não és nada assim apesar de algumas vezes o teu mau-humor te sair dos poros como a tua alegria. Por vezes, mas sobretudo de manhã, olho para ti e penso: É melhor não dizer nada. Estás com aquela cara de quem quer matar alguém e prefiro que sejas tu a falar do que ser eu, o medo de ouvir uma resposta torta é enorme. Hoje, apensar de te ter julgado como julgo maior parte das pessoas, sei que és uma pessoa às direitas, aquela que mete a cara séria mas que liberta um sorriso com a maior espontaneidade. A que se passa quando alguma coisa a chateia e a que brinca sempre que pode.