Às vezes pergunto-me como chego a este ponto. Ao ponto de a mais pequena coisa entrar na minha cabeça como um bicharoco que se torna num bicho e seguidamente num animal que me parece comer toda a minha boa disposição em segundos. Sinto-me exausta, farta da escola e das pessoas mesquinhas que me rodeiam. Da falsidade que lhes sai dos poros e das bocas de quem um dia irá abrir os olhos pelos seus próprios erros. E por muito que queira fazer da minha vida um jogo de basquetebol onde driblava os invejosos, e encestava a cabeça das pessoas que odeio; torna-se impossível fazê-lo quando eu mesma não consigo enfrentar os meus problemas de cabeça erguida. Se sou fraca? Deixem ser, ao menos não esbanjo por aí uma felicidade que não me assiste.